domingo, 22 de março de 2015

A prisão de Jenny, em Bruxelas.


Em março de 1848, Marx é preso e Jenny tenta mobilizar os membros da Associação Democrática de Bruxelas – onde o marido era vice-presidente. O democrata Gigot acompanha Jenny até a delegacia e é  trancafiado em uma cela. Marx relata o incidente em carta ao editor do La Reforme. Segue um trecho que registra a violência :
“Minha esposa, sob a acusação de “vagabundagem”, foi levada para a prisão no Hôtel de Ville e trancada em uma sala escura com prostitutas. Às 11 horas da manhã, ela foi levada, sob escolta policial e à luz do dia, para o escritório do magistrado responsável. Por duas horas, ela foi mantida sob forte custódia, apesar dos mais vigorosos protestos emitidos por todos os lados. Ela foi mantida lá, no frio congelante, exposta aos comentários mais vergonhosos feitos pelos policiais.
Finalmente ela apareceu perante o magistrado responsável, que estava surpreso porque a polícia, em sua solicitude, não prendeu ao mesmo tempo as crianças. O interrogatório foi, naturalmente, uma fraude, e o único crime de minha esposa consiste no fato de que, apesar de pertencer à aristocracia prussiana, ela possui as mesmas opiniões democráticas de seu marido.

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