domingo, 12 de agosto de 2018

Marx 200 anos

“Uma nota de 0 euro lançada por ocasião do 200º aniversário do filósofo Karl Marx, famoso por suas críticas ao capitalismo, transformou-se num sucesso de vendas na Alemanha.
Mais de 100 mil exemplares da nota já foram vendidos, segundo Hans-Albert Becker, representante da Trier Tourismus und Marketing, empresa responsável pelo turismo em Trier, cidade no sudoeste da Alemanha onde Marx nasceu, em 5 de maio de 1818.” Hoje/12 no Uol


sábado, 21 de julho de 2018

O pré-fetichismo da mercadoria.

“Pesquisa sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”(1776), o clássico de Adam Smith antecipa o fetichismo da mercadoria, criação de Marx no Capitulo 1 do 1º volume de O Capital (1867).

“ Entre a maior parte das pessoas ricas, a principal fruição das riquezas consiste na ostentação das mesmas”.

domingo, 8 de julho de 2018

Nicholas Barbon. "Inspiração" do fetichismo da mercadoria ?

Nos três primeiros parágrafos de O Capital, estão duas citações de Nicholas Barbon em anotações de pé-de-página. Nicholas Barbon (1640 /1698) é um dublê de médico e economista e criador do seguro de incêndio, após a catástrofe que destruiu Londres, em 1666. E que o fez um milionário.....
Nas notas de pé-de-página, Marx cita a obra “ A discourse on coining the new Money lighter, de 1696. Em rápida pesquisa, encontrei outro texto de Barbon, não citado por Marx, “A Discurse of Trade” – Um discurso sobre o Comércio, de 1690 – onde ele faz reflexões muito interessantes sobre mercadorias e que podem ter “inspirado” Marx, na criação do Fetichismo da Mercadoria. Vejamos um trecho:
“Mercadorias, que têm o seu valor estabelecido como suprimento das necessidades da mente, satisfazem desejos. Desejo provoca demanda. É o apetite da alma, e é tão natural para a alma, como a fome para o corpo.
As demandas da mente são infinitas, o homem naturalmente aspira, e como a sua mente é elevada, seus sentidos se tornam mais refinados e mais aptos ao prazer, seus desejos são ampliados, e sua demanda cresce com os seus desejos, e a escassez das coisas, gratifica os seus sentidos, adorna seu corpo, e promove a facilidade, o prazer, e o esplendor da vida.

Entre a grande variedade de coisas para satisfazer as demandas da mente, aquelas que adornam o corpo, e fazem avançar o esplendor da vida, tem o uso mais geral, e em todas as idades, e entre todos os tipos da humanos, são as de maior valor.”

sábado, 9 de junho de 2018

Hobsbawm e a forma final do socialismo

 Em 1987, 2 anos antes da queda do muro, Hobsbawm publica o texto “Proposta para uma sociedade boa” onde faz um apelo para a esquerda “repensar o socialismo a sério”. Selecionei um pequeno trecho para reflexão.
“O socialismo é um instrumento, não um programa, e tudo que podemos dizer sobre a forma final que o socialismo teria no futuro é que, tal como Karl Marx, não sabemos. Qualquer tentativa de elaborar o mapa da utopia em meio às linhas daquilo que consideramos desejável, no momento, deve fracassar (exceto, talvez, para certos tipos de comunidades pequenas inteiramente autocontidas).”


domingo, 3 de junho de 2018

Mesmo insuficiente, Marx continua sendo necessário.

A afirmativa é do sociólogo francês Alain Bihr em entrevista em fevereiro de 2018, ao Alternative Libertaire. Segue o trecho:

“Dizer que Marx permanece atual é simplesmente afirmar que os princípios de análise (método, conceitos, hipóteses orientadoras, etc.) dos elementos estruturais do capitalismo que ele elaborou continuam sendo necessários, mesmo que possam se revelar insuficientes  para entender que o que é novo hoje no mundo capitalista procede fundamentalmente dessa dialética de invariância dentro e através da mudança. Mesmo insuficiente, Marx continua sendo necessário.”

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A onipotência do dinheiro.

Nos “Manuscritos Econômicos-filosóficos” - agosto de 1844, somente publicados em 1932 – Marx  faz, no Terceiro Manuscrito, uma observação instigante sobre o dinheiro. Vale lembrar que 23 anos após, na publicação do  volume I do Capital, é possível constatar uma profunda evolução e o dinheiro é o fetiche supremo. Segue um breve trecho do 3º Manuscrito:
“O dinheiro, já que possui a propriedade de comprar tudo, de apropriar objetos para si mesmo, é, por conseguinte o object par excellence . O caráter universal dessa propriedade corresponde à onipotência do dinheiro, que é encarado como um ser onipotente. . . o dinheiro é a proxeneta entre a necessidade e o objeto, entre a vida humana e os meios de subsistência. Mas, o que serve de medianeiro à minha vida também serve à existência de outros homens para mim. Ele é para mim a outra pessoa.”