A mais eficaz medida de interesse por um tema é o numero de
“resultados” em uma busca no Google. Às 20 horas de 9 de setembro de 2014, eram
os seguintes os resultados para “Marx” – 11 milhões; “Adam Smith” – 1,2 milhões
e “Keynes” – 5,36 milhões. O velho Karl
continua com a bola cheia!!!!!!!!
terça-feira, 9 de setembro de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
O jovem Marx luterano.
Em
fevereiro de 1844, o jovem Marx ( 26 anos), escreve a “Introdução à Crítica da
Filosofia do Direito de Hegel” onde revela sua admiração por Lutero. Vale
lembrar que seu pai Hirchel Ha Levi, de uma família de rabinos, pragmaticamente
se converteu ao protestantismo para poder exercer plenamente sua profissão de
advogado. Assim, aos seis anos o menino Karl foi batizado no luteranismo.
Segue um pequeno trecho:
“O
passado revolucionário da Alemanha é, de fato, um passado histórico: é a
Reforma. Como então no cérebro do frade, a revolução começa agora
no cérebro do filósofo.
Lutero venceu
efetivamente a servidão pela devoção porque a substituiu pela servidão
da convicção. Acabou com a fé na autoridade porque restaurou a
autoridade da fé. Converteu sacerdotes em leigos porque tinha convertido leigos
em sacerdotes. Libertou o homem da religiosidade externa porque erigiu a
religiosidade no interior do homem. Emancipou o corpo das cadeias porque
sujeitou de cadeias o coração.”
terça-feira, 22 de julho de 2014
Delfim & Engels. O sufrágio universal.
Em 6 de
março de 1895, 5 meses antes de sua morte (5/8/1895), Engels produz um de seus
mais amadurecidos ensaios, ao fazer a introdução de mais uma edição alemã da “A
Luta de Classes na França”. O documento mereceu um registro especial de Rosa
Luxemburgo: “ grande importância deve ser conferida
a um dos históricos documentos do movimento operário alemão: o prefácio escrito
por Frederick Engels em 1985 para a reedição da Luta de Classes na França”.
Em 22 de julho de 2014, Delfim Netto – um “marxista infiltrado”,
segundo Milton Coelho da Graça – publica em sua coluna semanal do Valor um
texto interessante sobre o mesmo tema: sufrágio universal.
Os dois trechos
selecionados. Por uma questão de antiguidade, primeiro Engels e a seguir
Delfim.
ENGELS
“Graças
ao uso inteligente que os operários alemães fizeram do sufrágio universal
introduzido em 1866, o crescimento surpreendente do partido é tornado claro
para todo o mundo por números incontestáveis : 1871, 102.000 ; 1874, 352.000
; 1877, 493.000 votos socialdemocratas.
................................................................................................
E
assim aconteceu que a burguesia e o governo passaram a ser muito mais temerosos
com a ação legal do que com a ação ilegal do partido dos trabalhadores; com os
resultados das eleições do que com a
rebelião.
Por
aqui, também, as condições da luta tinha mudado fundamentalmente. Rebelião no
estilo antigo, luta de rua com barricadas , que decidiu a questão em todos os
lugares até 1848, tornou-se , em grande parte, ultrapassada.”
DELFIM
“A
organização dos trabalhadores e a conquista do sufrágio universal entre o fim
do século XIX e o início do século XX reduziram as diferenças de poder entre o capital
e o trabalho e deixaram claro que a distribuição do produzido é um problema político,
que tem implicações econômicas de longo prazo”.
terça-feira, 15 de julho de 2014
“Desconstruindo Marx”.
Marx é matéria de
capa da edição de junho/2014 da revista Aventuras na História. Em que pese o
tom sensacionalista, fica claro que o interesse por Marx cresce na mesma
proporção das crises do capitalismo nos séculos 20 e 21. A reportagem do
jornalista Fernando Duarte é fruto de uma entrevista com Mary Gabriel – autora
de “Amor & Capital”, livro sobre a vida amorosa de Marx e Jenny e que
explora o mundo ao redor, em cada momento vivido pelo casal.
A sugestão de
chamada de capa do jornalista era “Desconstruindo Marx” – bem preconceituosa –
e a direção da redação acabou corrigindo para “O lado desconhecido de Karl Marx”.
A chamada da matéria
de 9 páginas: “A Vida íntima de Karl Marx : O pai do comunismo já foi tratado
como santo, mas biografias recentes o mostram como um beberrão, parasita de
amigos e adúltero.”
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Marx X Adam Smith X Keynes
A mais eficaz medida de interesse por um tema é o numero de
“resultados” em uma busca no Google. Às 17 horas de 11 de julho de 2014, eram
os seguintes os resultados para Marx – 22,5 milhões; “Adam Smith” – 2,64
milhões e Keynes – 10,2 milhões. O velho
Karl continua com a bola cheia!!!!!!!!
sábado, 5 de julho de 2014
Nicholas Barbon. "Inspiração" do Fetichismo da Mercadoria ?
Nos
três primeiros parágrafos de O Capital, estão duas citações de Nicholas Barbon
em anotações de pé-de-página. Nicholas Barbon (1640 /1698) é um dublê de médico
e economista e criador do seguro de incêndio, após a catástrofe que destruiu
Londres, em 1666. E que o fez um milionário.....
Nas
notas de pé-de-página, Marx cita a obra “ A discourse on coining the new
Money lighter, de 1696. Em rápida pesquisa, encontrei outro texto de
Barbon, não citado por Marx, “A Discurse of Trade” – Um discurso sobre o
Comércio, de 1690 – onde ele faz reflexões muito interessantes sobre
mercadorias e que podem ter “inspirado” Marx, na criação do Fetichismo da
Mercadoria. Vejamos um trecho:
“Mercadorias,
que têm o seu valor estabelecido como suprimento das necessidades da mente,
satisfazem desejos. Desejo provoca demanda. É o apetite da alma, e é tão
natural para a alma, como a fome para o corpo.
As
demandas da mente são infinitas, o homem naturalmente aspira, e como a sua
mente é elevada, seus sentidos se tornam mais refinados e mais aptos ao prazer,
seus desejos são ampliados, e sua demanda cresce com os seus desejos, e a
escassez das coisas, gratifica os seus sentidos, adorna seu corpo, e promove a
facilidade, o prazer, e o esplendor da vida.
Entre
a grande variedade de coisas para satisfazer as demandas da mente, aquelas que
adornam o corpo, e fazem avançar o esplendor da vida, tem o uso mais geral, e
em todas as idades, e entre todos os tipos da humanos, são as de maior valor.”
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