sábado, 13 de agosto de 2016

Smith e o fetichismo da mercadoria

“Pesquisa sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”(1776), o clássico de Adam Smith antecipa o fetichismo da mercadoria, criação de Marx no Capitulo 1 do 1º volume de O Capital (1867).

“ Entre a maior parte das pessoas ricas, a principal fruição das riquezas consiste na ostentação das mesmas”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Marx na Olimpíada 2016

O Globo de 12/08/16 publica reportagem de Emiliano Urbim com o título “Moeda olímpica de R$ 1 vale até R$ 150”, que abre com citação de Marx.
“Karl Marx provavelmente gostaria de circular em frente à loja oficial da Olimpíada, erguida entre os postos 3 e 4 da Praia de Copacabana. Não só pelo visual ou pela água de coco do quiosque, mas porque ali ocorre a concretização do que ele chamou de “fetichismo da mercadoria”: em uma feira improvisada, moedas de R$ 1 com referências olímpicas são vendidas por R$ 10. Mas uma modelo raro pode chegar a R$ 150.”
Emiliano Urbim revela sua visão abrangente do consumo ao citar o conceito fundador do marketing : o fetichismo da mercadoria. Uma tese que apresentei no Congresso Internacional Karl Marx, em 2013.
Vale recordar um trecho da primeira edição de “O Capital” (1867): “A primeira vista, uma mercadoria parece uma coisa trivial e que se compreende por si mesma. Pela nossa análise mostramos que, pelo contrário, é uma coisa muito complexa, cheia de sutilezas metafísicas e de argúcias teológicas.”


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O marxismo de Fernando Haddad

“Acertadamente, Marx previu que o capitalismo destruiria até as muralhas da China, obrigando todos os povos periféricos ao sistema a adotarem, sob pena de perecimento, o modo burguês de produção. Mas a forma como isso se deu nas diferentes regiões do planeta desrespeitou toda lei e toda lógica. Da mesma forma que os liberais americanos dos séculos XVIII e XIX foram capazes de conservar a escravidão com vistas a acumular o necessário para garantir as condições da futura ordem capitalista, os stalinistas soviéticos do século XX foram capazes de exacerbar o despotismo oriental com essa mesma finalidade”

Excerto de “Em defesa do socialismo” livreto de Fernando Haddad, publicado em 1998 para comemorar os 150 anos do Manifesto Comunista. É provável que se o Prefeito de São Paulo fosse reescrever o texto hoje, reconheceria que a própria China adotou, sob pena de perecimento, a conciliação do “modo burguês de produção” com o “despotismo oriental”......

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sufrágio Universal. De Engels a Delfim.

Em 6 de março de 1895, 5 meses antes de sua morte (5/8/1895), Engels produz um de seus mais amadurecidos ensaios, ao fazer a introdução de mais uma edição alemã da “A Luta de Classes na França”. O texto, tb conhecido como o “testamento de Engels”, faz a defesa do sufrágio universal. Selecionei alguns trechos e, a seguir, comentários de Delfim Netto no Valor Econômico sobre o mesmo tema, passados + de 120 anos. Coincidências ??!!!

“O modo de luta de 1848 está hoje ultrapassado em todos os aspectos.” “Com esta utilização vitoriosa do sufrágio universal entrará em ação um modo de luta totalmente novo do proletariado, modo de luta esse que rapidamente se desenvolveu.” ”A ironia da história universal põe tudo de cabeça para baixo. Nós, os "revolucionários", os "subversivos", prosperamos muito melhor com os meios legais do que com os ilegais e a subversão.” Engels  6 de março de 1895

“ O grande adversário foi criado pela organização política do trabalho que recusou sua completa mercantilização e inventou o sufrágio universal, o mais poderoso instrumento civilizador dos mercados”. Delfim Netto 3 de março de 2015

“A  isso se chamou  “capitalismo” que não é uma coisa, mas um processo histórico que sobreviveu porque o poder econômico do capital foi relativizado pela invenção do sufrágio universal que produz um viés politico a favor do trabalho. Ele nem é eterno, nem perfeito.”  Delfim Netto  7 de julho de 2015


“No nível do conhecimento teórico e empírico a que chegamos não pode haver dúvida. Num mundo tão desigual entre países, com tantas tensões dentro deles e com o empoderamento continuado da sociedade pelo sufrágio universal, nenhum país poderá dispor da independência da sua política monetária!” Delfim Netto 9 de agosto de 2016

domingo, 7 de agosto de 2016

Carta de Henrietta a seu filho Marx.

Em 1836, estudante de direito em Bonn, o jovem Karl recebe carta com recomendações maternas:
"Você não deve considerar de modo algum uma fraqueza feminina se eu agora estiver curiosa para saber como tem administrado sua vida doméstica, se a economia representa também algum papel, o que é uma necessidade inevitável tanto para grandes como para pequenas casas.
Permito-me assim observar, querido Karl, que você nunca deve considerar limpeza e ordem coisas secundárias, pois disso depende a saúde e o bem-estar.
Observe rigorosamente que seu quarto seja lavado.
E lave-se você também, querido Karl, semanalmente com esponja e sabonete."