sábado, 12 de setembro de 2015

Fetichismo da mercadoria. A tomada do poder.

Quando criou o conceito de fetichismo da mercadoria, em 1867, Marx jamais poderia imaginar que, na sociedade do consumo e do espetáculo que vivemos no século 21, as mercadorias tomariam de assalto as mentes dos consumidores. Segue a advertência do velho Karl na seção 4 do  volume I de O Capital.

“A primeira vista, uma mercadoria parece uma coisa trivial e que se compreende por si mesma. Pela nossa análise mostramos que, pelo contrário, é uma coisa muito complexa, cheia de subtilezas metafísicas e de argúcias teológicas. Enquanto valor-de-uso, nada de misterioso existe nela, quer satisfaça pelas suas propriedades as necessidades do homem, quer as suas propriedades sejam produto do trabalho humano. “

Fetichismo da mercadoria. Uma religião universal.

Em 1867, Marx publica sua obra maior – O Capital – e dedica o primeiro capítulo à mercadoria. Destaque para um trecho da seção 4 – O Fetichismo da Mercadoria e o seu segredo.

“Para encontrar algo de análogo a este fenômeno, é necessário procurá-lo na região nebulosa do mundo religioso. Aí os produtos do cérebro humano parecem dotados de vida própria, entidades autônomas que mantêm relações entre si e com os homens. O mesmo se passa no mundo mercantil com os produtos da mão do homem. É o que se pode chamar o fetichismo que se aferra aos produtos do trabalho logo que se apresentam como mercadorias, sendo, portanto, inseparável deste modo-de-produção.”

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Karl von Hegel

Quando Hegel morreu (1770 -1831) Karl Marx (1818 – 1883) seu “filho espiritual” tinha 13anos e Karl von Hegel (1813 – 1901)  seu “filho legítimo” 18. O nome era muito comum na Alemanha, mas não deixa de ser uma “coincidência”.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Fetichismo da mercadoria. Um resumo.

“A teoria do fetichismo é, per se, a base de todo o sistema econômico de Marx, e em particular sua teoria do valor”. Isaak Rabin (1886-1937)


"Jovem Marx" versus "Velho Marx". Um conceito equivocado.

O título remete a um equívoco presente nas análises de marxistas “tradicionais”.
Fredy Perlmann , na introdução ao texto clássico de Isaak Rubin – “Ensaio sobre a teoria marxista do valor” – faz uma rápida e precisa crítica a este pensamento “conservador”.

“O contraste traçado com frequência entre um  “jovem Marx idealista”, interessado nos problemas filosóficos da existência humana, e um “velho Marx realista”, preocupado com os problemas econômicos técnicos é superficial e passa por alto pela unidade essencial de toda a obra de Marx. ..... Marx aperfeiçoou  de forma constante seus conceitos e com frequência alterou a terminologia , no entanto seus interesses não se alteraram”.

domingo, 30 de agosto de 2015

Fetichismo da mercadoria. Um avanço de Marx sobre os economistas clássicos.

O Prof. Valdemir Pires coordenador do Curso de Economia da Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP, é autor de um comentário didático sobre o papel do fetichismo no pensamento de Marx. Selecionei um pequeno, mas relevante, trecho.
“.......o fetichismo deve ser entendido como essência de todo o sistema econômico de Marx, como um elemento-chave que permite diferenciar seu método do método dos economistas clássicos.
E, de fato, somente um método que em sua essência contenha a teoria do fetichismo pode conduzir à formulação de categorias que expressam vários tipos de relação de produção que assumem a forma de coisas. Somente com base nesta teoria é possível afirmar, como Marx, que o capital é “uma relação social expressa em coisas e através de coisas”. Que o impacto da sociedade sobre os indivíduos se dá sob a forma social de coisas.”