Delfim, no debate do Instituto FHC,
afirma que Keynes e Marx “tiveram o
destino de sofrer nas mãos dos marxistas e keynesianos. Se os dois pudessem
matar todos os seus seguidores, acho que fariam isso com grande satisfação”.
Pra quem estiver disposto a dedicar 1 hora e meia para assistir ao debate sobre
a obra de Keynes: http://www.youtube.com/watch?v=w2vUWHG3Pl8
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Marx X Keynes. By Delfim Netto
Em abril
de 2009, Delfim publica na Folha de SP, artigo comparando Keynes e Marx. Segue
o último parágrafo:
“O
terceiro ponto é que a conclusão da obra de ambos não deixa de ser paradoxal e
frustrante. Marx comprometeu sua vida estudando o capitalismo e, por isso, não
teve tempo de nos ensinar como construir o socialismo; Keynes construiu uma
teoria para salvar o capitalismo e terminou com uma receita ("a
coordenação estatal dos investimentos para manter o pleno emprego") que
não conseguiu explicar como realizar sem levar a alguma forma de socialismo... “
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Marx by Delfim
Segundo
o jornalista Milton Coelho da Graça ( grande figura!!), Delfim é um “marxista
infiltrado”. Segue, sem qualquer comentário (totalmente dispensável), trecho de
entrevista de DN para o Instituto Humanitas Unisinos:
“Karl Marx foi seguramente um dos maiores
pensadores do século XIX e hoje suas ideias estão totalmente absorvidas. O que
o marxismo tinha de bom, de mais importante, é parte integrante da cultura
universal, da mesma forma que Hegel, Kant, Einstein foram absorvidos.”
Filosofia e Trabalho.
O Prof. Danilo Marcondes, em seu excelente livro
“Iniciação da História da Filosofia”, convida a uma reflexão sobre um tema
presente nas “revisitações” à obra do velho Karl: Marx seria um filósofo ?
Resposta do Prof. Danilo: “Marx não deve ser considerado estritamente apenas um
filósofo na acepção tradicional, mas um pensador que visava superar os limites
excessivamente estreitos da filosofia, e a filosofia a ser superada era,
especificamente, a de Hegel, com sua herança do Iluminismo e do racionalismo do
século XVIII”. “A obra de Marx, conclui o Professor, inclui portanto, não só a
filosofia, mas a história, a ciência política e
a economia, além de manifestos políticos e artigos em jornais que formam
parte de sua militância política.”
Em relação à atitude de Marx frente à filosofia vale
lembrar sua frase definitiva: “ A filosofia está para o saber real, como o
onanismo para o sexo”.
E uma
observação no Terceiro dos Manuscritos Econômicos-Filosóficos : “A grande
realização de Feuerbach
é ter mostrado a filosofia nada mais ser do que a religião trazida para o
pensamento e desenvolvida por este, devendo ser igualmente condenada como outra
forma e modo de existência da alienação humana;”
Segue transcrição de um trecho do livro do Prof.
Marcondes, que situa a introdução do trabalho na filosofia, como uma inovação
de Marx.
“A
questão central da análise de Marx passa a ser portanto o trabalho, questão,
aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O
trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente
natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana. Esse sistema de ação,
instrumental, contingente, surge na evolução da espécie, mas condiciona nosso
conhecimento da natureza ao interesse no possível controle técnico dos
processos naturais. O processo auto-formativo da espécie humana é condicionado.
o que vai contra a ideia hegeliana de um movimento do Absoluto. Depende assim
de condições contingentes da natureza. O Espírito não é como queria Hegel, o
fundamento absoluto da natureza, mas, ao contrário, a natureza é o fundamento
do 'Espírito', no sentido de um processo natural que dá origem ao ser humano e
ao meio ambiente em que vive. Ao reproduzir a vida nessas condições naturais, a
espécie humana regula sua relação material com a natureza através do trabalho,
constituindo assim o mundo em que existimos. As formas específicas segundo as
quais a natureza é objetificada mudam historicamente, dependendo da organização
social do trabalho. Só temos acesso à natureza através de categorias que refletem
a organização de nossa vida material. No processo de trabalho não só a natureza
é alterada, mas o próprio homem que trabalha, não havendo assim uma essência
humana fixa. 'A História é a verdadeira história natural do homem', diz Marx.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
18 Brumário. Os prefácios de Marx e Engels.
Em 1885,
33 anos após a primeira edição do “18 Brumário”, Engels escreve o prefácio da
terceira edição alemã. Exalta o conhecimento que Marx tinha da história da
França e enfatiza o seu pioneirismo no estabelecimento de que todas as lutas
históricas nada mais são que lutas de classes sociais. Segue um trecho:
“A
França é o país em que as lutas históricas de classes sempre foram levadas mais
do que em nenhum outro lugar ao seu termo decisivo e onde, portanto, as formas
políticas mutáveis dentro das quais se movem estas lutas de classes e nas quais
se assumem os seus resultados, adquirem os contornos mais acusados. Centro do
feudalismo na Idade Média e país modelo da monarquia unitária de estados [ou
ordens sociais – standische] desde o Renascimento a França demoliu o feudalismo
na grande revolução e fundou a dominação pura da burguesia sob uma forma clássica
como nenhum outro país da Europa. Também a luta do proletariado cada vez mais
vigoroso contra a burguesia dominante reveste aqui uma forma aguda,
desconhecida noutras partes. Esta foi a razão por que Marx não só estudava com
especial predileção a história passada francesa, mas também seguia em todos os
seus pormenores a história em curso, reunindo os materiais para os empregar
posteriormente, e portanto nunca se via surpreendido pelos acontecimentos.”
Em 1869,
no prefácio da 2ª edição, Marx também enfatiza o papel “transformador” da luta
de classes, após mais uma crítica (pra variar...) à Proudhon:
“....Proudhon
tenta apresentar o golpe de estado como resultado de um desenvolvimento histórico
anterior. Mas, nas suas mãos, a construção histórica do golpe de Estado
transforma-se numa apologia histórica do herói do golpe de Estado. Cai com isso
no erro dos nossos pretensos historiadores objetivos. Eu, pelo contrário, demonstro
como a luta de classes criou na França as circunstâncias e as condições que
permitiram a um personagem medíocre e grotesco representar o papel de herói.”
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